Por fora: casa limpa, gatos saudáveis, dinheiro na conta, amizades sólidas, bons pais, bons livros, boa música, muitas plantas, viagens singulares, aventuras eletrizantes, experiências insólitas, congratulações opíparas.
Por dentro: inspiração ofegante, expiração doída, batimentos cardíacos à flor da pele, pele suada, cabelos escassos, relações falidas, perspectivas caducas, vícios irremovíveis, passado algoz, presente azucrinante, futuro sombrio.
Não há nada mais trabalhoso que sentir.
Adorei, Beatriz. Um tema bastante atual, o choque entre exterioridades e universos internos. O conto basicamente montado em cima de enumerações, duas listas que se opõem e geram um significado maior. E apenas um verbo. Na mosca. Palmas para o "opíparas", que não ouvia há tempos!
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