Dizem que a vida é igual pedalar. Deve ser mesmo. É necessário
muito equilíbrio para se evitar os tombos. Mas os tombos também fazem parte. E
assim se inicia o dia. Um dia com passeios de bike. Ela e elas acordam cedo,
muito cedo. É necessário sair cedo para voltar antes de o sol ficar forte. Um
café da manhã cuidadoso, a bolsa com a câmara de ar reserva e doces de amendoim
para dar energia no decorrer do caminho. As amigas já estão no Manoel Honório
esperando o grupo se reunir. E lá vão elas. Geralmente com roupas coloridas.
Cores vivas para se destacarem no trânsito, e também demonstrando a alegria do
grupo. Às vezes, nem tão alegres, pois sempre tem uma das ciclistas preocupadas
com o filho, o marido, o namorado, o amante ou o dinheiro que não sabe se dará
para fechar o mês. É necessário trocar o k7 da bike para que suba o morro com
maior felicidade. E lá vão elas pelo trânsito até chegarem na área de verde e
trilhas. O sol que brilha é o mesmo que queima. Ele traz cor às manhãs. O vento
no rosto traz à lembrança de algumas a liberdade que há muito fora esquecida.
Após horas pedalando, equilibrando e vivendo, elas retornam. Cansadas, sujas de
poeira ou lama, jurando nunca mais fazer tamanha loucura: pedalar 80km! Onde já
se viu isso. Em duas horas, buscam no grupo o novo trajeto e o desejo de vivenciar mais uma vez a sensação de
liberdade.
Érica, esse é o exercício de casa, certo? Acho que você trocou os títulos. Isso aí, uma enumeração tímida, mas está lá. Me deu vontade de fazer uma enumeração maior, entrando até em preocupações mais específicas: quanto mais particular, mais universal. Conversaremos mais sobre isso. Boa!
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