Silêncio.
Uma folha, lápis e borracha.
A solidão e o branco do papel.
Na memória, a fala de um professor: “O mais difícil sempre é
romper o branco do papel”.
No papel o branco e, na mente, as ideias, os conceitos, as
expectativas, os medos, as dúvidas, os desejos, as projeções, as experiências,
as ponderações, o tempo, os tempos, as limitações, as necessidades, o olhar do
outro.
A folha, preenchida, agora preta.
Enfim é possível começar.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"as ideias, os conceitos, as expectativas, os medos, as dúvidas, os desejos, as projeções, as experiências, as ponderações, o tempo, os tempos, as limitações, as necessidades, o olhar do outro" que se transformam em palavras, cobrindo os espaços do papel.
ResponderExcluirSeu texto traz essa luta que todos nós que nos propomos a escrever enfrentamos.
Uma tarefa que exige muita concentração: não consegui pensar em outra coisa que não fosse escrever! Sem dúvida uma luta melhor quando em companhia.
ExcluirÉ isso, Natasha: depois de escrito, depois de rompido esse branco ameaçador, é começar a trabalhar. Sou suspeito, porque gosto de artigos, então gostei dos substantivos acompanhados de artigos. É como se ganhassem uma existência única, aquela, daquele momento. Isso aí!
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