Exercício dado em aula (Ana
Poltronieri, 19/04/2022)
Texto com verbos:
Acordou com o sol já a
pino. Lá fora, a vida de todos os dias: barulho de gente operária, de crianças indo
para a escola, das empregadas gargalhando, dos ternos pretos indo em direção
aos seus carros igualmente pretos.
O sofá convidava para mais uma hora de sono. Fechou
os olhos e se dirigiu à cozinha, lugar de ordem e limpeza, seu lar. Conhecia
cada quina, cada azulejo, cada eletrodoméstico. Ovos, na geladeira, comme
toujours.
A frigideira já estava a
postos, como um soldado que espera a mesma ordem todas as manhãs. Duas batidinhas
na pontinha esquerda da pia, e pronto. Entretanto, dois perfeitos círculos amarelos
compareceram ao negro da frigideira. Juntos. Unidos como um casal que jura amor
eterno.
Ficou com pena de separá-los.
Parou com a colher no ar, antes de afundá-la nas gemas. Mexeu vigorosamente. Perfeitos.
Separados. Agora sim, amor eterno.
Texto sem verbos:
O sol já a pino. Lá fora, a vida de todos os
dias: barulho de gente operária, de
crianças, das empregadas, dos ternos pretos em direção aos seus carros
igualmente pretos.
O sofá. Mais uma hora de
sono. Os olhos fechados. A cozinha, lugar de ordem e limpeza, seu lar. Ovos, na
geladeira, comme toujours.
A frigideira já a postos,
como um soldado. A mesma ordem todas as manhãs. Duas batidinhas na pontinha esquerda
da pia, e pronto. Entretanto, dois perfeitos círculos amarelos no negro da frigideira.
Juntos. Unidos como um casal. Amor.
A colher no ar. Separados.
Perfeitos. Agora sim, amor eterno.
Deu super certo, Ana. Não perdeu quase nada em termos de informação e sensações. Muito bom!
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