Manhã de sábado sem ressaca, que bela sensação. Ideal para um café da manhã tranquilo e jardinagem. Claramente, um sinal de novos tempos: menos festa, mais saúde. Velha? Sábia.
Xícara ao lado, vaso de planta, saco de terra, pazinha, tesoura, cadeira (sábia) e a paz daquele sol brando sobre a nuca de uma mulher convicta de seu bem-estar matinal.
Primeiro movimento em falso: espinho. Caralho!
Sombra de nuvens sobre as lajotas e algumas certezas fragilizadas. Sem pânico, apenas pinça, agulha, pontaria e uma nova paz de espírito no horizonte.
Dedo vermelho, ponto preto, agulha, pele, agulha, agulha, agulha, pele, sangue, boca, saliva, papel-higiênico, boca, saliva, camiseta, pinça, pele, agulha, ponto preto, pinça, pele, pinça, pele, ponto preto, agulha, sangue, agulha, pele, ponto preto, pinça, pele, agulha, ponto preto, pinça, pele, pinça, pele, pinça, ponto preto, dedo vermelho, sangue, boca, saliva. Café. Sol.
Bom, a previsão se confirmou: café e sol no fim do período. Você apostou na preparação, depois na frustração e, por fim, a reparação. Gosto muito do (sábia). Saber usar os parêntesis na literatura é uma bênção. Talvez eu cortasse o "algumas certezas fragilizadas", ou dissesse de outra forma, para soar menos explicativo. E acho que o trecho preto-pinça-agulha-pele ficou um pouco longo, dado o tamanho do conto. Ele funciona, mas poderia ter um corte de uns 20%. Será? Faça o teste. Isso aí!
ResponderExcluirLegal, Flavio! Vou reescrever sim, obrigada! Ana
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