Trabalho fora durante a semana, volto para casa no
sábado e domingo com saudades da minha família e comer espaguete. Ver os filhos e
comer espaguete é a mais pura felicidade. Aliás, se tem algo que eu gosto é de
ser feliz.
Ao abrir a porta de casa, automatica e rapidamente, me lembro da minha infância. Sempre aos domingos tínhamos muitas pessoas na casa e panelas cheias de espaguete. Me recordo bem da barba branca do meu avô suja com molho de tomate do espaguete. Na mesa das crianças, fazíamos competição de quantos pratos de espaguete cada primo comia. Era uma festa de espaguetes e felicidade.
Na adolescência, nos mesmos domingos espaguetes, fazia questão de acordar cedo, para ajudar minha mãe, tias e avó no preparo do precioso espaguete. A festa era grande, período de espaguete para todo lado. Minha primeira namorada virou noiva quando fiz espaguete na casa dos pais dela.

Ronan, adorei o "domingos espaguetes", transformando o substantivo em adjetivo. Essa lembrança que, de certa forma, ao menos momentaneamente, condiciona a felicidade, é bem comum em nosso cotidiano: a invasão sensorial de um cheiro, de um sabor, de uma cena rememorada. A última frase me pareceu um pouco descuidada; seu conto tem elementos interessantes e merecia um acabamento melhor. Mas é isso, às vezes o fim de uma história é a parte mais difícil. Discutiremos sobre isso durante a oficina. Isso aí.
ResponderExcluirMestre,
Excluirmeu erro foi escrever na melhor forma brasileira possível: na última hora. Fiz no celular e correndo na vida. Sobre o descuido, é na gramática ou na interpretação? Em tempo, eu tentei fazer critica a modernidade.
Pronto! Cortei o último parágrafo. Obrigado pelo feed
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